Revista Pessoal - Criar sentido para o futuro…na incerteza do presente
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Criar sentido para o futuro... na incerteza do presente

 

Movimentando-nos no mundo das empresas percebemos que, em termos de Recursos Humanos e de negócio, 2009 foi um ano forte no criar sentido para o futuro. Foi ano de aprender a viver o presente na incerteza. Foi o ano de separar o trigo do joio e de manter em acção somente o crítico para a actividade. Para quem não ficou parado ou a gerir somente a crise, foi também um ano de esperança, de semear sem saber quando, e de que forma, a colheita acontecerá. Foi um ano de aprender a pedir e aprender a dar. Foi um ano de generosidade global.

 

Para a Conceito O2 foi o ano de estar de forma diferente ao lado das empresas, dos Directores de Recursos Humanos e colaboradores das organizações com quem trabalhamos. Foi o ano em que todos nos apercebemos, em pleno, que as diferenças levam a que acordos sejam difíceis de conseguir, sobretudo quando se vive e se está sujeito a um grande clima de incerteza. Foi o ano de perceber que o criar sentido para o futuro poderá assentar no olhar para a diversidade como o caminho.

 

Sendo um ano de grande sementeira, foi o ano de semear a percepção de que na diversidade poderá estar a resposta. Foi ano de perceber que fazer mais do mesmo não dá. Foi o ano de perceber a importância dos outros, e das suas mais-valias, mesmo quando muito diferentes de nós. Foi o ano de perceber que a diferença existe e é fundamental para o encontrar de soluções ainda não consideradas. Na Conceito O2 o nosso foco esteve na diversidade de preferências de personalidade, na diversidade cultural e na diversidade de género. Todas estas diferenças implicaram, especialmente, trabalhar a diversidade de formas, de influenciar e de liderar.

 

Percebemos que na Europa a principal preocupação dos Directores de Recursos Humanos era o que fazer para reter talentos. Contribuímos com programas de desenvolvimento para talentos, sustentados pelo MBTI, na medida em que este instrumento permite a cada um perceber o seu talento. O ano da crise financeira foi também o ano de crise de identidade para muitos, mesmo para os profissionais de grande talento. Foram muitos os que se viram sem o que fazer, foram muitos os que perspectivam vir a ficar sem o que fazer... ou melhor, foram muitos a tomar consciência de que o que fazem hoje pode ficar sem futuro. A grande vantagem foi cada um ter que olhar para si e perceber o seu potencial, melhorar a sua auto-avaliação e a sua auto-consciência para se reposicionar. Foi o ano em que muitos nos disseram "quero ter feedback dos outros". Respondemos com vários programas com um ‘Assessment’ a 360º como ponto de partida e outro no final para avaliar os resultados. Entre estes dois momentos, os participantes tiveram vários Coachings e Workshops para que os resultados fossem bem visíveis.

 

Percebemos em Portugal, como tínhamos previsto, o ‘boom’ do ‘Coaching’. Agora a nossa previsão é de que se irá vender muito gato por lebre e que, apesar de gatos e lebres poderem chegar a Roma, há caminhos mais adequados que outros que terão de ser descobertos por quem quiser ser acompanhado neste percurso. Percebemos que a mais-valia para os clientes será poder a vir desfrutar de uma grande variedade de ‘Coaches’, com estilos muito diferentes de acompanhar, e que permitirão, de forma rápida, chegar a espaços que eram apenas uma visão, devendo a ética nortear sempre as suas intervenções.

 

Este ano, mais do que nunca, consideramos o ‘Executive Coaching’ como “O caminho facilitador” de todo o desenvolvimento do talento, para abarcar toda a diversidade.

 

Sofia Calheiros e Isabel Freire de Andrade

 

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