Revista Prémio – Os Personal Trainers dos Gestores
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Os Personal Trainers dos Gestores

O executive coaching é uma ajuda personalizada aos executivos, com resultados altamente eficazes

Era um relacionamento problemático. Em finais de 2001 Ferrão Morgado, administrador da Refer Telecom, empresa detida a 100% pela Refer, tinha um conflito iminente com um quadro superior da empresa. Ao longo de meses fez tudo para que ele se fosse embora. Em vão. Mas nunca lhe disse frontalmente as discordâncias em relação ao seu comportamento. Tentou fritá-lo em lume brando. “Com medo de magoá-lo, nunca tive coragem de lhe dizer as coisas olhos nos olhos”, cont Ferrão Morgado, com a clarividência que só a distância proporciona.

Se não fosse a ajuda de Sofia Calheiros e Isabel Andrade, sócias da empresa de formação Conceito O2 nunca se teria apercebido desta falha a nível de relacionamento com os seus colaboradores. “Deram-me um treino personalizado”, conta Ferrão Morgado. “Totalmente adaptado às minhas necessidades”.

 

Pontos Fortes

Este executivo, como muitos outros espalhados pelo país, fez várias sessões de executive coaching para mudar hábitos instalados há anos. O método foi radical e directo aos seus pontos fracos. Afinal, a vida confirma-se à força de rasgão, certo?

Mas o que é isso do executive coaching? É uma metodologia individualizada que ajuda executivos de topo a atacarem, m tempo recorde, os seus pontos fracos e melhorarem os fortes. Tem a mesma lógica dos personal trainers. Em vez de uma pessoa se enfiar no ginásio e fazer exercício físico sem qualquer apoio, desenvolve as competências físicas com a ajuda de um treinador pessoal, que é o que o motiva, direcciona e controla. “Não é formação”, explica Sofia Calheiros, da Conceito O2, uma das únicas empresas em Portugal que está a fornecer este novo serviço. “Executive coaching é uma ajuda personalizada a cada executivo.”

É quase uma relação terapêutica. E por isso os resultados são imbatíveis. “Ajuda as pessoas a alcançar novos patamares de desempenho, fazendo com que descubram por si próprios os seus pontos fracos. E que consigam melhorá-los”, explica Ferrão Morgado. “O papel do coach é sugerir, questionar, dar pistas de actuação”.

Uma das vantagens do executive coaching é o grau de eficácia. O coach ajuda o executivo a focar-se nele para se desenvolver. Num prazo de tempo curtíssimo. A massificação da formação nos últimos anos, em doses cavalares e sem qualquer consistência, levou à necessidade de um treino mais personalizado. Há cada vez menos executivos dispostos a fecharem-se numa sala, com mais 30 pessoas e receberem formação empacotada, indiferenciada e muito pouco eficaz. Só este ano a Conceito O2 já deu coaching a mais de 70 directores, administradores e presidentes de empresas como a Gant, Sanofi-Syntelado ou Siemens.

Mas em que é que se baseia todo este trabalho? Num diagnóstico rigoroso das qualidades e defeitos do executivo. Através de um questionário elaborado pela Hay/McBer, instituição americana altamente prestigiada nesta área, em parceria com a Universidade de Harvard, o gestor fica com um filme pormenorizado sobre a sua personalidade. O inquérito é respondido por e-mail por dezenas de pessoas que conheçam o executivo. Ele adquire uma análise compoleta sobre as suas qualidades e defeitos – uma espécie de retrato robô. Ninguém é bom juiz em causa própria. Os outros sabem coisas de nós que nós próprios não sabemos.

A Hay/McBer utiliza esta ferramenta de análise há 30 anos e baseia-se na observação de mais de 10 mil líderes de sucesso em todo o mundo, de todos os níveis de gestão, de todas as indústrias e de todas as funções.

Os resultados são tão certeiros que chega a incomodar. A verdade dói. “Depois de ter acesso aos resultados do questionário percebi que os defeitos que pensava conseguir esconder dos outros, na verdade estavam ali, nus e crus” confessa Ferrão Morgado.

 

 

 

Avaliação

Diagnóstico do executivo

 

Antes de começarem o coaching, os executivos precisam de identificar cirurgicamente os seus pontos fracos. Para isso são sujeitos a um diagnóstico de inteligência emocional, realizado através do Emotional Competency Inventory, instrumento que avalia 18 competências que correspondem ao modelo de Daniel Goleman no livro “Working with Emotional Intelligence”. Veja os skills avaliados:

 

Auto-consciência

  • Auto-consciência emocional
  • Auto-avaliação
  • Auto-confiança

 

Auto-gestão

  • Auto-controlo
  • Transparência
  • Adaptabilidade
  • Orientação para resultados
  • Iniciativa
  • Optimismo

 

Consciência Social

  • Empatia
  • Consciência organizacional
  • Orientação para o serviço

 

Capacidades sociais

  • Desenvolver os outros
  • Liderança inspiracional
  • Influência
  • Catalisador de mudança
  • Gestão de conflitos
  • Trabalho em equipa e colaboração

 

 

Resultados Certeiros

 

A Conceito O2 faz executive coaching principalmente das áreas comportamentais, mas sempre que o cliente precisa dá também apoio nas componentes mais técnicas da gestão.

Juntamente com os executivos, desenvolve as competências de inteligência emocional que estão em défice. Trabalha skills de marketing pessoal, empatia, capacidade de negociação, relações interpessoais, trabalho em equipa. «Eu não tinha consciência de que, mesmo sem querer, tratava mal as pessoas», conta Ferrão Morgado. «O questionário revelou-me isso: não tinha coragem de falar olhos nos olhos com os meus subordinados. O efeito era desastroso…

Os resultados das acções de coaching não poderiam ter sido mais certeiros. «Hoje, quando algum trabalho não me agrada, chamo a pessoa, «digo-lhe isso na cara e peço para refazer tudo.. No fundo, Ferrão Morgado limitou-se a encontrar uma solução nova para um problema antigo. «Noutro tipo de formação nunca teria melhorado esta competência», garante. A pergunta é inevitável: quanto vale todo este empenho? Na ConceitoÓ2 cada sessão de coaching custa 250 euros por hora. Em média, um trabalho que dure seis meses, com todo o material, acompanhamento, questionário e as sessões de coaching pode chegar aos 2500 euros. Bem vistas as coisas, o preço de um bom fato para homem numa loja de marca. «O valor varia em função do gestor, das suas necessidades e do que ele pretende melhorar», esclarece Isabel Andrade, outra das sócias da ConceitoÓ2. «Compensa plenamente o investimento», garante Ferrão Morgado. «Não tenho dúvidas de que é preferível fazer uma acção deste género de dois em dois anos do que ir a dez seminários em seis meses." Ferrão Morgado não tem razão de queixa. Este administrador não só não despediu o colaborador com quem tinha problemas crónicos, como descobriu que, bem direccionado, ele é uma peça decisiva para o sucesso da sua empresa. Mais importante do que tudo: ganhou um amigo para a vida.

 

 

Um plano de executive coaching, passo a passo

Como a Conceito O2 faz o seu trabalho no terreno

 

1. Administradores e directores de primeira linha são sujeitos a uma avaliação das suas competências em inteligência emocional e liderança a 360°.

 

2. Mais de uma dezena de pessoas – colegas, chetas, subordinados, amigos, familiares – respondem por e-mail de forma confidencial, a um questionário estruturado sobre o executivo que entrará em treino. Respondem a inúmeras perguntas sobre a sua personalidade, a sua forma de gerir, o seu comportamento, o seu estilo de liderança.

 

3. Os questionários são enviados para a Hay/McBer, instituto que tem uma parceria com a Universidade de Harvard, e dão origem a um relatório pormenorizado sobre o gestor.

 

4. Após se conhecerem os resultados e identificar-se a personalidade do executivo, a ConceitoÓ2 escolhe o coach para treiná-lo. A empatia entre formador e formando é aqui decisivo para o sucesso.

 

5. Comunica-se os resultados ao executivo. É preciso ter cuidado ao confrontá-lo com os seus defeitos, para não arrasar com a sua auto-estima.

 

6. Dos resultados obtidos, o executivo escolhe duas competências para melhorar. Estudos provam que não se consegue desenvolver mais de duas competências por ano.

 

7. Faz-se um plano de acção para desenvolver as competências mais fracas. Totalmente construído para aquela pessoa em concreto.

 

8. Começam as sessões. Em média, um trabalho com um executivo implica três sessões com o coach, uma por mês, de cerca de hora e meia. Mas o executivo tem de fazer exercícios e mudanças todos os dias, em média

 

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